Páginas

27 de mai de 2009

Anjos e Demônios

Já que acontecimentos inesperados me fizeram alterar bastante a minha rotina no dia de hoje, fui assistir à ‘continuação’ do Código da Vinci. Melhorzinho do que o anterior, mas não gostei muito não... Valeu pelo passatempo e por ver imagens da minha amada Roma... fora isso, não vale o ingresso.

Não me orgulho, mas já fui o demônio de algumas pessoas. Algumas vezes, com uma crueldade e uma frieza tão ‘iceberguianas-incendiárias’ que me dá medo.

E acho que foi exatamente o medo que me fez (e faz!) agir cada vez mais para que o demônio que há em mim fique em silêncio... e muitas vezes, a ‘não-ação’ tem sido uma poderosa arma para mantê-lo quieto.

Raiva? Ódio? Vontade de explodir tudo? Desejo de vingança? Sim, ainda sinto todas estas (e outras) coisas. Cada vez menos, mas ainda sinto. Mas sabe aquela coisa de dizer ‘cala a boca’ ou simplesmente ignorar? Funciona. E só funciona não porque eu tenha medo de ferir a mim mesma, e sim porque eu tenho medo de machucar alguma das pessoas que eu amo...

Ademais, é bom saber que podemos ser o anjo de alguém em algum momento... Sentir-se bem assim. E hoje, ao me pedir ajuda, uma amiga me fez pensar sobre isso. Sobre como é mais gratificante ajudar com coisas simples, como ir a um restaurante japonês ou ao cinema pra distrair, do que fazer a coisa mais mirabolante possível para prejudicar alguém.

Eu costumava dizer que eu podia tanto ser um anjo, quanto um demônio, para as pessoas, dependendo de como elas agiam comigo. As coisas não são mais assim há bastante tempo... Certamente não sou anjo para a maioria das pessoas, mas definitivamente não quero ser o demônio de ninguém. E é melhor não ser nada e não afetar a vida de alguém, do que afetar negativamente.

A vida passa muito rápido para gastar tempo e energia tentando prejudicar os outros ou se preocupando mais com a vida alheia do que com a própria.

25 de mai de 2009

Biblioteca Digital Funag

Pra quem se interessa por assuntos internacionais e política externa, a Biblioteca Digital da FUNAG é bem interessante. Óbvio que tem livros que nada mais são do que livrinhos políticos, mas também tem títulos muito bons que valem a pena e os clássicos de História das Relações Internacionais que são leitura obrigatória pra qualquer internacionalista ou interessado no assunto.

Link da Biblioteca AQUI.

24 de mai de 2009

Do amor, da amizade e da guerra

Guerras são iniciadas sem nenhum motivo, quando todos os problemas poderiam ser resolvidos com boa vontade, diplomacia e uma pitada de sinceridade... e quando se percebe, perdeu-se o controle.

Pessoas morrem por causa disso. Pessoas perdem seus bens. Pessoas perdem seus entes queridos.

Inimizades são criadas. Amizades são perdidas. Amores são destruídos.

Cidades bombardeadas assemelham-se a corações partidos, destruídos sem motivo e sem razão. Tudo poderia ser resolvido de forma a não causar grande prejuízo a nenhuma das partes, mas estas insistem em agir como atores na arena política internacional: medem forças, competem, querem ter a maior fatia de poder.

Demonstrar fragilidade e pedir perdão pelos erros e pelo mal causado é coisa para fracos. Os fortes têm orgulho e nunca erram, ou teimam em não reconhecer seus erros. Quem é o fraco, na realidade? E quem é o forte?

Depois de ter sua cidade destruída e bombardeada por todos os lados, inclusive pelo seu próprio Estado, um cidadão começa a não ter mais preocupação com certas coisas...

O que dizem e o que pensam não tem mais a menor importância. Quem está ou não ocupando uma cadeira na mesa do bar não importa. Ah, aquela é a Angelina Jolie??? Grande merda! Brad Pitt??? Foda-se! Acabou a grana??? E daí?!?! E por aí vai...

Eu nunca entendi algo que meus avós, que sobreviveram ao bombardeio de Dresdren, na 2ª Guerra, diziam: “Depois que a gente vê a morte na nossa frente, nada além da vida tem importância”.

Pois é... NADA ALÉM DA VIDA TEM IMPORTÂNCIA. Assino embaixo. E reconheço firma em cartório.

21 meses hoje.

21 de mai de 2009

um brinde à cachaça!

Você sabia que em 21 de maio comemora-se o Dia Nacional da Cachaça? A bebida, terceiro destilado mais consumido no mundo (superado apenas pela vodca e pelo soju coreano), faz parte da história do Brasil desde o século XVI. Naquela época, a produção era realizada de forma clandestina pelos escravos.

Após a fermentação do melaço e a destilação do produto em alambiques improvisados, seguindo a técnica usada pelos portugueses para a produção da bagaceira, foi criada a primeira aguardente brasileira. A menção mais antiga à palavra cachaça é de 1640.

Contemporaneamente, nossa amiga cachaça é utilizada indiscriminadamente em diversas situações diferentes, causando efeitos às vezes indesejados. Algumas dicas de ‘cachaçólogos’ (sim, existe degustador especializado em cachaça) para cachaceiros (os bebunzinhos) devem ser observadas durante o ato de degustação:

- Uma boa cachaça apaga os problemas e traz felicidade, mas não leva ninguém a chamar urubu de meu louro;
- O aroma deve ser agradável e dar vontade de continuar cheirando, além de despertar a vontade de saborear. Contudo, a vontade de saborear não pode ser excessiva, sob risco de causar amnésia, ressaca, vômito, etc;
- A boa cachaça deixa no copo uma oleosidade que escorre lentamente. É por isso que o cálice deve liso, transparente e de boca larga. A bebida queima agradavelmente na boca, descendo de modo suave pela garganta. Porém, não se deve abusar da bebidinha por causa de sua suavidade, sob pena de acordar no dia seguinte ao lado de um estranho (ou pessoa indesejada, ou ex...) e não saber como aquilo aconteceu;
- No processo de degustação de várias cachaças de gradação alcoólica diferentes é importante tomar água mineral gasosa e comer pedaços de pão puro. Na realidade, o que não deve ser esquecido é que é importante beber qualquer coisa sem álcool e comer qualquer coisa, para evitar os efeitos desagradáveis citados anteriormente;
- Para degustar uma dose, o 'cachaçólogo' demora de 15 a 20 minutos. Um coquetel e uma batida requerem de 20 a 30 minutos. Nada de sair bebendo várias doses em pouco tempo: além de ser contra o ato de degustação, beber muito em pouco tempo potencializa todos os efeitos adversos citados anteriormente;
- Alguns degustadores costumam agitar a garrafa para verificar a quantidade de bolhas que se formam. Quanto maior o número de bolhas, melhor a qualidade da bebida. Pedir ao garçom a garrafa, quando estiver bebum, para ficar observando as bolhas?...
- A cachaça de qualidade precisa ficar armazenada por, no mínimo, dois anos numa boa madeira. Se ficar acima de oito anos, vira produto nobre e ganha status. No entanto, todos sabemos que cachaceiros não guardam sua cachaças por muito tempo...



*O Museu da Cachaça existe! Apresenta a história da bebida, fotos, reportagens e mais de 2 mil garrafas, além de peças de engenho usadas antigamente na produção.
Museu da Cachaça
Rua Nhambiquaras, 385 - Vila Aviação - Tupã - SP
Telefones: (14) 3441-2321 / 3441-4337

6 de mai de 2009

simplicidade

De vez em quando, a gente vê alguma coisa que chama atenção na internet. Esse texto chamou minha atenção. Pode ser lido e interpretado segundo uma lógica mais machista e, também, por uma lógica mais feminista... Ah, sei lá. Tô filosofando demais. Melhor o simples: apenas gostei do texto.




SIMPLICIDADE DE UMA MULHER MADURA

Por Martha Medeiros


Quando tinha 15 anos,esperava um dia ter um namorado… seria bom se fosse alegre e amigo… Quando tinha 18 anos, encontrei esse garoto e namoramos; ele era meu amigo, mas não tinha paixão por mim. Então percebi que precisava de um homem apaixonado, com vontade de viver, que se emocionasse… Na faculdade saía com um cara apaixonado, mas era emocional demais. Tudo era terrível, era o ‘rei dos problemas’, chorava o tempo todo e ameaçava suicidar-se. Descobri então, que precisava de um rapaz estável. Quando tinha 25 anos encontrei um homem bem estável, sabia o que queria da vida; mas era muito chato: queria sempre as mesmas coisas dormir no mesmo lado da cama, feira no sábado e cinema no domingo. Era totalmente previsível e nunca nada o excitava. A vida tornou-se tão monótona que decidi que precisava de um homem mais excitante. Aos 30, encontrei um tudo de bom, brilhante, bonito, falante e excitante, mas não consegui acompanhá-lo. Ele ia de um lado para o outro, sem se deter em lugar nenhum. Fazia coisas impetuosas, paquerava qualquer uma e me fez sentir tão miserável, quanto feliz. No começo foi divertido e eletrizante, mas sem futuro. Decidi buscar um homem com alguma ambição para com ele construir uma vida segura. Procurei bastante, incansavelmente… Quando cheguei aos 35, encontrei um homem inteligente, ambicioso e com os pés no chão. Apartamento próprio, casa na praia, carro importado… Solteiro e sem rolos! Pensei logo em casar com ele. Mas era tão ambicioso que me trocou por uma herdeira rica… Hoje, depois de tudo isso, gosto de homens com pinto duro… E só! Nada como a simplicidade…

4 de mai de 2009

Amor Omnia Vincit

Um post meio (totalmente!!!) emo. Por motivo de força maior, devido a acontecimentos recentíssimos que mostraram-me, mais uma vez, a veracidade desta frase... Lembrei-me do motivo pelo qual gravei-a em minha pele hoje ao ver, mais uma vez, que pessoas que se gostam de verdade sempre se entendem.

Fato: o amor vence tudo. Fato: não se trata daquele amor idealizado de filmes hollywoodianos, romântico. Sim aquele amor que está o tempo todo próximo, mesmo à distância. Aquele amor que nunca morre, mesmo que às vezes fique sem receber água.

Amizade. O mais puro amor quando é verdadeiro. O essencial. Aquele que dá sentido à vida em sociedade.

Fruto do livre-arbítrio? Talvez... ou, quem sabe, fruto do acaso. Não importa. Não nos prendemos a este amor, quando verdadeiro, por posse, por comodismo, por obrigação. Prendemo-nos pura, e simplesmente, por amor. Amor àquela pessoa imperfeita e, em algumas oportunidades, irritante... Mas tão perfeita para nós em sua imperfeição, que torna-se parte de quem somos. Passamos a não existir por completo sem a existência, em separado, daquela pessoa.

O referencial. A parte de nós, sem, no entanto, sê-lo. Ama-se um filho por ser parte de nós, por ser nosso filho. Ama-se uma mãe porque, afinal de contas, ela é sua mãe e te ama incondicionalmente. Um amigo verdadeiro a gente ama porque aquela pessoa, apesar de sermos o que somos e apesar de ela não ter nenhum laço pré-determinado conosco, existe. Sem esperar que nos ame na mesma intensidade, mas desejando, apenas, que ela esteja feliz, e que nos ame, em toda e qualquer intensidade.




"Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos!" Fernando Pessoa