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16 de jun de 2009

dia dos namorados 2

As primeiras horas do meu último Dia dos Namorados foram na cia de algumas das pessoas do mundo que fazem toda a diferença na minha vida. As últimas horas também. Foi um dos dias dos namorados mais felizes que já tive, em todas as suas 24hs.

É, este é mais um post sobre a data. E só está sendo escrito porque numa destas 24hs do dia 12, eu olhei ao meu redor e pensei... “Não abro mão disso, de estar num lugar destes, com pessoas como estas, por nada neste mundo”. É verdade: nunca estive tão feliz.

Feliz não especificamente por estar solteira. Já namorei muito tempo, já tive relacionamento perfeitinho hollywoodiano fantástico em que nunca tivemos uma briga sequer (e éramos-somos muito diferentes). Sei como é bom estar com alguém que a gente admira, ama, tem tesão, amizade. É a melhor coisa do mundo!

O fato é que também sei como é ruim estar com alguém que a gente não admira nem o modo como a pessoa fala ou se veste. Um relacionamento onde as brigas são constantes, onde a gente deixa de ser quem é e de fazer o que gosta, onde a gente se afasta das pessoas e lugares que nos deixam mais feliz. Onde a gente vira uma sombra de nós mesmos.

Por isso digo: este último dia 12 foi muito, muito feliz. De 2000 à 2007 eu não soube o que é estar solteira, e também não tive muitos namorados (foram só 2 – exatamente os 2 citados acima). Quando terminei o noivado em 2007, não senti o que é passar o 12 de junho sozinha. Na verdade, nem lembrei que o 12 de junho existia, já que eu estava nos EUA estudando e lá o Valentine’s Day é em fevereiro.

Chegou 2008. Meu primeiro dia 12 solteira. Baque. Eu não sabia o que era isso e a sensação, por mais que eu tenha tentado disfarçar, foi péssima. Na verdade, é meio péssimo se reacostumar a estar solteira depois de passar tanto tempo namorando, mesmo que o último namoro tenha sido do tipo ‘virar uma sombra de nós mesmos’.

O problema é que, não só eu me reacostumei, como passei a gostar de estar solteira. A liberdade de ser como eu quiser sem ninguém querendo me ‘moldar’ às próprias expectativas, a liberdade de ir onde eu quiser quando eu quiser sem ninguém reclamando, a liberdade de estar com as pessoas que eu quiser na hora que eu quiser... A liberdade, em todos os sentidos, é boa demais, e eu não abro mão dela por nada, por ninguém.

E isso - manter a liberdade - só acontece, de verdade, num relacionamento perfeitinho hollywoodiano fantástico. Pessoas diferentes sim, mas cujas diferenças são complementares. Cada um com sua própria vida, porém com uma vida em comum. Muito tesão sim, porém amizade acima de qualquer outra coisa. Pessoas imperfeitas sim, mas que não querem transformar o seu par em alguém que ele não é.

É muito difícil encontrar alguém que esteja junto e, ao mesmo tempo, te deixe livre. Mas é a sensação mais maravilhosa do mundo quando acontece. E eu só largo a minha solteirice se for assim, para estar com alguém que seja bastante imperfeito, mas em quem eu não queira mudar nada, ou quase nada (e que isso seja recíproco). Antes de qualquer outra coisa, eu quero a liberdade de poder ser eu mesma, sem nenhuma máscara, e quero que a pessoa que estiver comigo tenha essa mesma liberdade.

Missão quase impossível né?...rs... Mas eu não aceito menos que isso. Não quero convenções e nem namoros de conveniência, não quero comodismo, não quero mediocridade. Se for para estar com alguém, eu quero me sentir tão bem ao lado desta pessoa quanto eu me senti no último dia 12 ao lado dos meus amigos, e quero também que nossos amigos sintam-se bem conosco.