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1 de jul de 2009

Eros

Não sei se ficou claro no post anterior... mas no fim das contas, aquilo tudo é pra dizer que a pessoa deve mudar se ela quiser, por vontade própria, por amor... não por obrigação.

E hoje por acaso estava relendo um antigo livro de filosofia do 2º grau... até hoje ainda releio este livro, ou partes dele, de vez em quando. Hoje estava lendo pela milionésima vez o capítulo relativo a Eros. Transcrevo abaixo, exatamente como estão no livro, as partes que resumem o que eu queria dizer com ‘não-castração’, dito de outra forma:


O exercício do amor supõe a descoberta do outro. Por isso o amor envolve o respeito: a capacidade de ver uma pessoa como tal, reconhecendo sua individualidade singular. Isso supõe a preocupação de que a outra pessoa cresça e se desenvolva como ela é, e não como queiramos que ela seja. O amor maduro é livre e generoso, fundando-se na reciprocidade.

O paradoxo da relação amorosa, colocada ao mesmo tempo como desejo de união e preservação da alteridade, dimensiona a ambigüidade em que o homem é lançado. Os sentimentos gerados também são ambíguos: são sentimentos de amor e ódio para com aquele que escolhemos conscientemente, mas de cuja escolha resultou o abandono de outras possibilidades... O não saber viver nessa ambigüidade leva certas pessoas ou a procurar a “fusão” com o outro, do que decorre a perda da individualidade, ou a recusar o envolvimento por temer essa perda.

O risco do amor é a separação. Mergulhar numa relação amorosa supõe a possibilidade da perda. A separação é a vivência da morte numa situação vital.