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30 de jul de 2009

são sempre ridículas?




Ainda não tive coragem de me auto-sacanear postando alguma carta que eu tenha escrito (e não entregue)... mas falando em cartas de amor...

Uma tarde qualquer de agosto em um dia normal de uma semana normal. Uma das inumeráveis tardes de 2001 que passei no Rio. Aliás, acho que eu passava mais tempo no Rio do que em Brasília nessa época. Quando teve a greve na UnB então... comemorei, pedi demissão do estágio e fui pro Rio. Voltaria quando a greve acabasse.

Enfim... antes que eu divague mais e saia mais ainda do assunto... Uma tarde qualquer de agosto, acho que era férias na UnB ainda. Aquele píer, acho que era na Barra. A areia, o barulho do mar. O pôr-do-sol. Ele de repente olhou pros meus olhos e começou a descrevê-los, cada detalhe, cada mudança de cor de acordo com a luz, cada tonalidade na mesma cor. E tirando fotos de mim (nem era máquina digital!...rs...).

Lembro-me até hoje de como os olhos dele brilhavam enquanto ele descrevia os meus... E eu sorria, sem graça, falando que ele estava inventando aquele tanto de cores.

Avião. Voltei pra capital. Tristinha de saudade, meio incompleta. Dois dias depois, chega um envelope pelo correio. Dentro, uma foto ampliada do meu olho. Atrás estava escrito: “Lembra-se daquele dia em que descrevi seus olhos? Eu não estava mentindo... Saiba que todos os dias eu me apaixono novamente pelo seu olhar".

Melhor carta de amor, apesar de não ser bem uma carta, que já recebi. E não era ridícula. Uma imagem diz mais que mil palavras. Não. É a imagem certa com as palavras certas. Não. É a combinação disso tudo com aquele momento único, naquele final de tarde de agosto... e isso sim, isso tudo junto é ridículo.


No post anterior eu disse que só guardei uma das que recebi. A história dela é essa aí - tentei tirar foto da foto que está na parede, mas não ficou muito bom... postei as imagens assim mesmo só pra ter uma idéia.

Não sei qual a opinião dos outros... mas pra mim, um gesto simples e verdadeiro como o dessa foto vale muito mais do que um presente caro. Fica a dica. Simplicidade.