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31 de out de 2009

o caso da Uniban

Vivemos em um país conservador do Oriente Médio e eu não sabia. Só pode ser esta a explicação. Não há nenhuma outra explicação plausível ou racional para um fato destes ocorrer em pleno século XXI.

Ontem na Folha de São Paulo saiu uma matéria com o sugestivo título de “Taleban na Faculdade”, sobre o caso da aluna da Uniban em SP, que foi agredida, perseguida e ameaçada até de estupro (o.O.) por uma multidão de alunos, e teve que deixar a faculdade escoltada por 5 PMs. O crime da moça? Ir à aula usando um microvestido rosa.

O pior de tudo? As agressões começaram com 20 mulheres, que entraram no banheiro atrás da estudante e queriam obrigar a garota a vestir uma calça, xingavam-na de puta e diziam que ela estava provocando.

Acho que todos concordam que um microvestido, salto 15 e maquiagem de balada não é a vestimenta mais adequada para ir a uma aula na faculdade. Mas e daí? Se a garota gosta de se vestir de piriguete, problema dela. Eu não me visto assim porque acho de extremo mau gosto, mas quem quiser que se vista.

Ou eu sou muito liberal e acredito demais na liberdade e nos direitos individuais das pessoas, ou voltamos à Idade Média. Hipocrisia e machismo são o mínimo para descrever este caso. Não chamo nem de homens aqueles que agrediram a garota, pois são moleques, animais no cio soltos na selva. E as mulheres agressoras... um bando de recalcadas, no mínimo.

Mais lamentável ainda é ler que os estudantes da tal faculdadezinha estão divididos sobre o caso. Peraí! Divididos? É normal agredir alguém só por causa de uma roupa? Vamos ter que agora andar de burca por aí para evitar fatos lamentáveis como esse?!!? O ser humano cada vez me surpreende mais (negativamente falando).




Pra quem quiser saber mais sobre o incidente ridículo e lastimável: folha, nassif e webmais.


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*meu post de halloween AQUI.

26 de out de 2009

murphologia

Pra descontrair nesse começo de semana:

- É impossível fazer alguma coisa à prova de idiotas, porque os idiotas tendem a se superar.
- Em qualquer crise que forçar as pessoas a tomarem decisões sobre qual o rumo a seguir, certamente a maioria das pessoas irá se decidir pelo rumo errado.
- Só porque você está chateado, não significa que saiba a cagada que está fazendo.
- Se não pode convencê-los, confunda-os.
- O direito de ser ouvido não inclui automaticamente o direito de ser levado a sério.
- Paranóia é saudável; cinismo é fundamental.
- Dois monólogos não formam um diálogo.
- Arranjar um bode expiatório é quase tão bom quanto arranjar uma solução para os problemas.
- Qualquer coisa é possível se você não sabe do que está falando.
- Se ninguém mais conseguir destruir a reputação de um homem, é provável que ele próprio o consiga.
- A melhor política é sempre falar a verdade. A não ser, é claro, que você seja um ótimo mentiroso.
- É mais fácil se conseguir um perdão para uma atitude do que obter permissão para ela.
- Faça exatamente o que o seu chefe faria se ele soubesse do que está falando.
- O trabalho em equipe é essencial para que você possa jogar a culpa em outra pessoa.
- O fato de alguém ter razão não significa que obterá um resultado favorável ou ganhará a causa.
- Toda vez que existe um testamento, existe discórdia.
- Primeiro diga não, depois parta para a negociação.
- Uma mentira bem explicada é melhor do que uma verdade incompreensível.
- Primeiro se inteire dos fatos, depois pode distorcê-los a vontade.
- O segredo do sucesso é a sinceridade. Se você conseguir fingir que está sendo sincero, ganhou a parada.
- Não importa quantas vezes se conseguir desmascarar uma mentira, sempre restará uma porcentagem de pessoas que vai acreditar que ela é verdade.
- O seguro sempre cobre tudo, exceto o que acontece.
- Não há nada pior que uma lei burra.
- A melhor característica da democracia é que dá a cada eleitor a chance de fazer uma besteira.
- Homens e nações agirão racionalmente quando todas as outras possibilidades tiverem sido esgotadas.
- Não existe coisa mais sincera do que um político contando uma mentira.
- Se quer criar um monte de inimigos, tente mudar alguma coisa.
- Não se preocupe com seus inimigos, seus aliados é que vão lhe trazer problemas.
- Canalhice tem limites. Burrice não.
- Se os fatos não se ajustam à sua posição, devem ser descartados.
- Se você pode distinguir entre um bom conselho e um mau conselho, então não precisa de conselhos.
- Um burocrata competente pode infernizar a vida de todo mundo. Um incompetente, mais ainda.
- Se as pessoas dessem ouvidos a si próprias, elas falariam menos.
- Problemas inesperados sempre andam em grupos.
- Todo mundo mente, mas isso não faz muita diferença, pois a maioria das pessoas não escuta mesmo.
- A sabedoria consiste em saber quando se deve evitar a perfeição.
- A soma da inteligência do planeta continua uma constante; a população, entretanto, continua a crescer.
- Amigos vêm e vão, mas inimigos permanecem.
- Uma pessoa é tolerante apenas com relação àquilo que não lhe diz respeito.
- A Lei de Murphy é superior a qualquer lei municipal, estadual ou federal.


*Retirados do livro “A Lei de Murphy e os Advogados”, de Arthur Bloch

24 de out de 2009

liberdade

De vez em quando me deparo com algo que chama a atenção por aí na internet... Não sei quem é o autor do texto abaixo, mas achei interessante e resolvi postar aqui:


Contam as lendas que um dia um espião foi preso e condenado à morte pelo general do exército persa.

Sua sentença era o fuzilamento, mas o general tinha um hábito diferente e sempre oferecia ao condenado outra opção. E essa outra opção era escolher entre enfrentar o pelotão de fuzilamento ou entrar por uma porta preta.

Com a aproximação da hora da execução o general ordenou que trouxessem o espião à sua presença para uma breve entrevista.

Diante do condenado, fez a seguinte pergunta: o que você quer - a porta preta ou o fuzilamento?

A escolha não era fácil, por isso o prisioneiro ficou pensativo e, só depois de alguns minutos, deu a resposta: prefiro o fuzilamento.

Depois que a sentença foi executada o general virou-se para o seu ajudante e disse: "assim é com a maioria dos homens. Preferem o caminho conhecido ao desconhecido".

E o que existe atrás da porta preta? Perguntou o ajudante.

A liberdade, respondeu o general. E poucos foram os homens corajosos que a escolheram.

Essa é uma das mais fortes características do ser humano: optar sempre pelo caminho conhecido, por medo de enfrentar o desconhecido.

Geralmente as pessoas não abrem mão da acomodação que uma situação previsível lhes oferece. É mais fácil ficar com a segurança do que já se sabe do que aventurar-se a investigar novos caminhos.

É por essa razão que muitos não abrem mão de conceitos e preconceitos para não se expor às novas idéias e raciocínios que exigem uma certa dose de ousadia.

Em vez da liberdade de pensar e agir, preferem o bombardeio de idéias já elaboradas pelos outros, nem sempre bem intencionados.

Acomodam-se facilmente a copiar modos e costumes em vez de usar a razão e o discernimento para construir seu próprio modo de viver, sua personalidade.

Podemos chamar esse fenômeno de "clonagem das idéias".

6 de out de 2009

pão e circo para todos

Acho que sou meio do contra e devo ser uma das únicas pessoas que achou uma palhaçada escolherem o Rio de Janeiro pras Olimpíadas. Adoro o Rio, é uma cidade que se eu não for no mínimo uma vez por ano fico doente de saudades... mas PQP!!! Olimpíadas no Brasil???!!! E no Rio???!!!

Vão pagar quanto pros ‘chefões’ da bandidagem deixarem tudo tranqüilo durante o evento? Vão gastar quantos ‘fardados’ do exército pra manter a segurança? Vão usar quanta maquiagem pra tornar a cidade inteira (não só aquelas ilhas da fantasia que eu adoro passear) apresentável?

Pra variar, lendo jornais e relatórios da ONU, me indignei mais ainda. Oh yeah, vamos gastar uma grana enorme em Copa e depois em Olimpíadas e, enquanto isso, afora as vergonhas nacionais vindas ali do Congresso (que fica há uns 10 minutos de distância da minha casa), o último relatório da ONU sobre o IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) mantêm o nosso país tupiniquim ainda na 75ª posição.

O Brasil melhorou seu IDH, mas manteve a mesma 75ª posição no ranking. O índice variou de 0,808 pra 0,813. (valor acima de 0,800 é considerado de alto desenvolvimento humano – fico com pena dos páises de baixo desenvolvimento humano então... porque basta viajar pelo nosso imenso território pra ver que alto desenvolvimento humano é coisa de novela).

O avanço se deu principalmente pelo crescimento do PIB per capita. Educação e saúde também progrediram, mas em ritmo menor. Mesmo com a desigualdade em queda desde o início da década, o país ainda aparece no grupo das dez nações mais desiguais. Pra ter uma idéia, na Noruega, país que lidera o ranking, os 10% mais ricos concentram 23% da riqueza, enquanto os 10% mais pobres respondem por 4%. No Brasil a proporção é: 10% mais ricos detêm 43% da riqueza, enquanto os 10% mais pobres ficam com 1%.

Brasilzão também destoa dos líderes na parte de investimento público em educação e saúde (Noruega, Austrália e Islândia investem, respectivamente 35%, 31% e 36% de seu gasto público nestas áreas; Brasil apenas 22% - sendo que só 7% na saúde).

Pois é, lendo sobre estas e outras coisas, as Olimpíadas por aqui me lembram uma coisa muito comum no Império Romano: PÃO E CIRCO pro povão!!! E fica todo mundo feliz e esquece das mazelas nacionais.



***IDH varia de 0 a 1 e tenta medir o desenvolvimento humano de 182 países a partir de 3 dimensões: saúde, educação e PIB per capita. Mais AQUI.