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11 de nov de 2009

ah, os blogs...

Há uma idéia, talvez mais generalizada do que deveria, de que a história se resume a um conjunto de grandes feitos. Bela falácia! A história é feita fundamentalmente pelo cotidiano. Não nos damos conta deste fato porque cada acontecimento do dia-a-dia é apenas uma peça muito pequena do todo e porque, além disso, os acontecimentos sublimam-se tão rapidamente que, após pouco tempo, não nos lembramos mais deles.

Nesse universo, os blogs aparecem como exceção e nos oferecem relatos de acontecimentos que, se não fossem por eles registrados estariam perdidos. Não sei mensurar ao certo qual o impacto deste meio de comunicação (ou seria expressão?) na vida contemporânea, muito menos no futuro. No mínimo, servem para o divertimento (por que não até desabafo?) de quem escreve, distraem quem lê e são um meio bem democrático de expressar o que quer que seja.

À primeira vista, as memórias podem parecer restritas, por se concentrarem nas vivências e opiniões de cada pessoa que escreve um blog. Ao contrário, neles encontramos a mais variada amostragem do espécime humano possível. Acho que o desafio de cada pessoa que escreve é selecionar quais acontecimentos e personagens são significativos ou pitorescos o bastante para integrar um texto.

Não sei quanto aos outros blogueiros do mundo, pois cada um tem uma visão diferente a respeito da observação e das atitudes dos nossos semelhantes... Mas eu não escolho nada do que vou escrever e, todas as palavras não são senão o fruto do sentimento que, em determinado momento, apareceu (ainda que no minuto seguinte tal sentimento não exista mais).

Agora mesmo, eu estava lendo sobre política internacional e simplesmente comecei a viajar nisso que virou este post, sem motivo algum. Assim como quando falo de pessoas que conheço simplesmente porque deu vontade naquela hora. Não identifico ninguém, mas se alguém por acaso se identificar como personagem ao ler algum texto, deveria sentir-se lisonjeado (ok, faço piada e falo mal, sacaneio, dou risadas... mas a presença de alguém como personagem deveria ser interpretada como uma demonstração de que a pessoa merece lembrança... ou não?...rs...).

Ironia... nem escrevendo sério me livro dela né...rs... Whatever. Se alguém sentir-se ofendido ou ficar ‘putinho’, tenho duas sugestões: basta clicar naquele ‘X’ vermelho no canto direito (aquele mesmo, que fecha a tela), ou... me processe! Bem simples. Fazer o quê? Life is a Bitch!