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26 de mai de 2010

convite à loucura

A loucura resolveu convidar os amigos para tomar um café em sua casa.
Todos os convidados foram.
Após o café, a loucura propôs:
- Vamos brincar de esconde-esconde?
- Esconde-esconde? O que é isso?, perguntou a curiosidade.
- Esconde-esconde é uma brincadeira. Eu conto até 100 e vocês se escondem. Ao terminar de contar, eu vou procurar e o primeiro a ser encontrado será o próximo a contar.
Todos aceitaram, menos o medo e a preguiça.
- 1,2,3..., a loucura começou a contar.
A pressa escondeu-se primeiro, num lugar qualquer.
A timidez, tímida como sempre, escondeu-se na copa de uma árvore.
A alegria correu para o meio do jardim. Já a tristeza começou a chorar, pois não encontrava um local apropriado para se esconder.
A inveja acompanhou o triunfo e se escondeu perto dele debaixo de uma pedra.
A loucura continuava a contar e os seus amigos iam se escondendo.
O desespero ficou desesperado ao ver que a loucura já estava no 99.
- 100!, gritou a loucura. Vou começar a procurar...
A primeira a aparecer foi a curiosidade, já que não agüentava mais querendo saber quem seria o próximo a contar.
Ao olhar para o lado, a loucura viu a dúvida em cima de uma cerca sem saber em qual dos lados ficar.
E assim foram aparecendo a alegria, a tristeza, a timidez...
Quando estavam todos reunidos, a curiosidade perguntou:
- Onde está o amor?
Ninguém o tinha visto. A loucura começou a procurá-lo.
Procurou em cima da montanha, nos rios, debaixo das pedras e nada do amor aparecer.
Procurando por todos os lados, a loucura viu uma roseira, pegou um pauzinho e começou a procurar entre os galhos, quando de repente ouviu um grito.
Era o amor, gritando por ter furado o olho com um espinho. A loucura não sabia o que fazer.
Pediu desculpas, implorou pelo perdão do amor e até prometeu segui-lo para sempre.

Moral da história:
O amor aceitou as desculpas e é por isso que hoje e em todo o sempre, o amor é cego e a loucura o acompanha sempre.


(autor desconhecido)

24 de mai de 2010

dia nacional do café

Pra quem não sabe, hoje é o Dia Nacional do Café. A data existe desde 2005 e é fruto de uma idéia da Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC), que queria divulgar e incentivar uma das bebidas mais finas do Brasil.

Não sei o resto das pessoas do mundo, mas eu AMO café. Puro, com chantilly, com sorvete, com raspas de chocolate, com Baileys, com Whisky, quente, gelado, no capuccino, no chocolate quente... Amo mesmo, amo muito. Não consigo nem imaginar minha vida sem café.

Ando um pouco viciada, perto de ter uma overdose de cafeína... mas poxa, sempre gostei de café de todos os tipos. Apenas o consumo desta bebidinha deliciosa aumenta exponencialmente na presença de muito estudo ou trabalho. Aí deixa de ser só um prazer e vira meio que uma droga... Como eu adoro essa droga!

Pois então que hoje é dia de bebemorar muito café, não só no trabalho, mas também indo sentar com alguém legal num dos muitos cafés aconchegantes que existem pela cidade (tá, é mais uma desculpa pra fazer uma coisa que já faço com certa freqüência... mas quem não gosta de sentar num café em boa companhia?).


*Pra quem não conhece, faça um visitinha ali no site do Museu do Café.

*Breve história do café
AQUI.

21 de mai de 2010

ten things I hate about you

Lá estava eu em um momento de ócio zapeando pelos mais de 100 canais da TV a cabo, quando parei em um que estava passando um filminho bobo que adoro: Ten things I hate about you. Acho lindo o que ela escreve:

"I hate the way you talk to me and the way you cut your hair. I hate the way you drive my car. I hate it when you stare. I hate your big dumb combat boots and the way you read my mind. I hate you so much it makes me sick. It even makes me rhyme. I hate the way you're always right. I hate it when you lie. I hate it when you make me laugh. Even worse when you make me cry. I hate it that you're not around and the fact that you didn't call.
But mostly I hate the way I don't hate you. Not even close, not even a little bit, not even at all."




Minha versão manteria muito disso tudo, mas seria um pouquinho diferente:

I hate the way you talk to me and specially when you disappear. I hate the way you just don't care and I hate it when you do. I hate your hugs and the way they make me calm. I hate you so much it makes me sick. I hate the way you're always right. I hate that you don't lie. I hate it when you make me laugh. Even worse when you make me cry. I hate the fact that you're not around and the fact that you didn't call.
But mostly I hate the way I don't hate you. Not even close, not even a little bit, not even at all.

19 de mai de 2010

corações partidos

OS CORAÇÕES PARTIDOS POR LULA NO MUNDO

por: Moisés Naím*

Em seu projeto de evitar a aprovação de sanções internacionais ao Irã, como punição à recusa do país em rever o seu programa nuclear, o presidente brasileiro agendou uma visita ao colega iraniano Mahmoud Ahmadinejad neste domingo, 16. Lula prometeu pedir a Ahmadinejad, "olho no olho", que aceite a proposta de receber urânio enriquecido de outros países, uma maneira de garantir que o material seja utilizado para fins pacíficos. O Irã usa encontros assim não para assumir compromissos, mas para ganhar tempo e escapar deles. A visita ocorre uma semana depois de o governo iraniano executar, por enforcamento, cinco ativistas políticos da minoria curda. Neste artigo, o analista Moisés Naím diz que a amizade com ditadores e aventuras diplomáticas como a de Lula no Irã são uma traição aos seus princípios democráticos, mancham o seu legado político e minam o poder de influência internacional do Brasil.

O primeiro admirador desiludido por ele foi George W. Bush. O segundo foi Álvaro Uribe. Em seguida, decepcionou Pascal Lamy, o chefe da Organização Mundial do Comércio. Depois, partiu o coração de Barack Obama. Mais tarde o de Hillary Clinton. Seguiram-se os opositores de Mahmoud Ahmadinejad, no Irã. Impôs também duros golpes de desânimo àqueles que enfrentam os abusos dos governantes de Cuba, Venezuela, Nicarágua e Bolívia e que o viam como um modelo em sua luta contra a autocracia. Depois veio a perplexidade dos devotos que não entenderam como é possível que num dia ele defenda a entrada de Cuba na Organização dos Estados Americanos (OEA) e, no dia seguinte, a expulsão de Honduras. Como pode num dia denunciar com eloquência e com lógica perfeita o irracional bloqueio americano a Cuba e, no dia seguinte, liderar o bloqueio da América Latina a Honduras? Não faltaram os admiradores que esperavam que ele tivesse uma posição menos complacente com Néstor e Cristina Kirchner. Nem a surpresa de seus fãs que não entendem a que se deve sua recente paixão por missões diplomáticas suicidas, como sua solitária defesa das ambições nucleares iranianas ou sua autocandidatura como mediador entre palestinos e israelenses.

Lula no mundo

Se é verdade que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem altíssimos índices de popularidade no Brasil, nos círculos mais influentes do mundo o aplauso é menos entusiasmado. Isso não quer dizer que fora do país Lula não seja admirado. O fato de ter sido escolhido pela revista Time como um dos personagens mais influentes é só um dos muitos exemplos do reconhecimento internacional às conquistas de Lula. Seu protagonismo no G20 contrasta com a invisibilidade de outros latino-americanos: o mexicano Felipe Calderón e a mulher de Néstor Kirchner. Não há dúvida de que Lula e o Brasil ganharam um papel relevante e merecido nas negociações internacionais mais vitais para a humanidade: clima, energia, comércio, finanças e proliferação nuclear. Isso foi possível graças ao tamanho do Brasil, ao seu progresso social e econômico admirável, à sua democracia, à fascinante biografia de Lula e ao seu inegável carisma. Todos os líderes querem ser amigos de Lula e desenvolver relações próximas com ele e o Brasil. Lula é amigo de todos e a todos seduz. Para depois partir-lhes o coração.

Bush e Obama acreditaram que Lula seria o seu aliado na América Latina. O presidente colombiano Álvaro Uribe tinha a ilusão de que alguém com os valores e a história pessoal de Lula reagiria com indignação ao ver a avalanche de evidências demonstrando que Hugo Chávez, da Venezuela, apoia e protege as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). Os negociadores da Rodada Doha para o comércio internacional se frustraram com a rigidez de Lula, que – junto com outros países – levou o processo ao fracasso. Os opositores dos presidentes latino-americanos violadores das mais elementares práticas democráticas encontraram em Lula um líder que passou seus dois mandatos presidenciais ignorando-os, enquanto se entregava a frequentes e fraternais abraços com os autocratas que os governam. O povo cubano ouviu perplexo como Lula – o combatente social – explicava ao mundo que os que se suicidavam nos cárceres dos Castro, pedindo a liberdade para outros injustamente presos por décadas, não eram senão "delinquentes comuns". Os iranianos ouviram Lula explicando que seus massivos protestos contra a reeleição de Ahmadinejad lhe recordavam as rea-ções dos torcedores de futebol que se lançam às ruas quando perdem. Os milhares de mães dos venezuelanos assassinados pelo crime descontrolado, resultante da indolência crônica do governo, ouviram Lula explicar que Chávez é o melhor presidente que a Venezuela teve em 100 anos.

Tudo isso pode passar despercebido em um Brasil intoxicado pelo sucesso e apaixonado por Lula. Tudo isso será ridicularizado pelo aparato publicitário do presidente e minimizado pelo Itamaraty. Mas a conduta internacional do Brasil sob Lula tem custos. As traições de Lula à defesa da democracia; sua indiferença diante das violações de direitos humanos básicos em países governados por seus amigos; as decisões cujo propósito óbvio é demonstrar independência e que este é um "novo Brasil", que não apoia automaticamente os Estados Unidos; a busca por um protagonismo em áreas e temas em que o Brasil tem tudo a perder e nada a ganhar – essas posturas levarão à diminuição tanto da reputação de Lula como da influência mundial do Brasil.


Por que Lula faz tantos gols contra?

Os apologistas de Lula podem recorrer à famosa observação de que "as nações não têm amigos, apenas interesses". Lula concentrou-se em promover os interesses do Brasil, diriam eles. E podem corretamente acrescentar que muito mais hipócritas são as políticas americanas ou europeias do que as do Brasil. É verdade que todas as potências às vezes se esquecem de seus valores quando se trata de defender seus interesses. Mas nem sempre é assim. Verdadeiros líderes sabem que há certos momentos em que o interesse nacional só é servido quando a defesa dos valores universais se sobrepõe aos interesses econômicos imediatos. O silêncio de Lula quando Chávez impôs arbitrariamente um embargo comercial à Colômbia serve aos interesses do Brasil? Algumas empresas brasileiras lucraram ocupando o mercado venezuelano, antes suprido por companhias colombianas. Mas isso justifica a cumplicidade com a violação clara de regras que o Brasil defende? Claro que não. Justificam-se as aventuras de Lula no Oriente Médio e o seu entusiasmo pelos carniceiros que mandam em Teerã, pondo em perigo a possibilidade de o Brasil conseguir um posto permanente no Conselho de Segurança da ONU? Não.

Quando eu era garoto e me comportava mal na escola, minha mãe explicava às professoras que eu era um anjo e que a má conduta se devia à influência negativa dos meus amigos. Eu ficava quieto, mas ria por dentro, pois sabia que aquilo não era verdade. Estaria Lula rindo por dentro quando os seus admiradores explicam que ele, no fundo, é um grande democrata e que sua solidariedade fraternal com alguns dos piores líderes destes tempos se deve apenas à má influência dos que o cercam?

Nunca saberemos. O que sabemos é que um líder extraordinário chega ao fim de seus mandatos manchando desnecessariamente o seu legado histórico.

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* sobre o autor: MOISÉS NAÍM é ex-diretor executivo do Banco Mundial e ex-ministro venezuelano, é diretor da revista Foreign Policy e Observador Global do jornal espanhol El País, no qual escreve aos domingos.

Link pro artigo AQUI.

16 de mai de 2010

Hobbes no século XXI

O ser humano continua me surpreendendo negativamente falando... Impressionante isso. Somos a espécie mais irracional que habita este planeta. Na verdade, somos um vírus bem burro, daqueles que mata seu hospedeiro (o que estamos fazendo com a Terra não é matar nosso hospedeiro?).

Divagações viróticas a parte, voltemos à irracionalidade. No fim de semana que passou aconteceu por aqui um fato lamentável que me lembrou o estado de natureza segundo Hobbes. Resumidamente, pra ele a situação dos homens deixados a si próprios é de anarquia, geradora de insegurança, angústia e medo. Os interesses egoístas predominam e o homem se torna o lobo do próprio homem (“homo homini lúpus”). As disputas geram a guerra de todos contra todos (“bellum omnium contra omnes”) e as conseqüências desse estado de coisas é o prejuízo para a indústria, a navegação, a ciência e o conforto dos homens.

Concordando com Hobbes ou preferindo as análises do homem em estado de natureza feitas por Locke ou Rousseau, o fato é que estes filósofos preocupam-se com a origem do Estado, com a validade da ordem social e política, a base legal. Em algum momento, o homem abandona o estado de natureza para se submeter ao Estado instituído por um pacto, um contrato.

E daí? E daí que seja lá qual for a análise correta de porque os homens aderem a um contrato social, ainda existem, em pleno século XXI, seres humanos que vivem no estado de natureza de Hobbes. Se acham acima das leis, não respeitam nenhuma ordem social e política, tratam seus semelhantes como um simples nada, como uma merda qualquer.

Na última madrugada de sexta pra sábado, ocorreu aqui no meu bairro, não muito longe de casa, um fato lastimável. Uma reclamação de barulho excessivo e fora do horário terminou em espancamento. Resumo: um senhor de 46 anos foi até o posto de gasolina que fica em frente ao seu prédio, por volta das 3 da manhã, para reclamar com o gerente do estabelecimento. Apesar de estar apenas exigindo seu direito de dormir, foi agredido pelo gerente e por outras cinco pessoas que estavam com ele. Tentou fugir, mas os agressores o perseguiram até o seu prédio. De acordo com as câmeras de segurança, foi empurrado contra uma pilastra, teve a cabeça socada diversas vezes e foi arremessado contra a portaria de vidro.

O tal gerente do posto foi indiciado por dano ao bem público (o prédio é da aeronáutica) e por lesão corporal. Se condenado, pode pegar até 4 anos de prisão. Me pergunto: que país é este?!? Este país não é sério, definitivamente. Espancam alguém e podem pegar até 4 anos de prisão?!? Isso SE pegarem e SE ficarem os 4 anos presos né. Gente assim merece punições bem mais rigorosas... mas... esperar o que se por aqui até assassinos ficam menos de 10 anos presos?...

PARABÉNS BRASIL!!! (ironia mode ON)

15 de mai de 2010

50 anos de pílula

Ando meio sumida daqui, meio sem tempo mesmo.

Mesmo sem tempo, eu dou um jeito de fazer minha leitura diária. Fazer o quê se minha esquizofrenia não me deixa não ler essas coisas todo dia? Sério, sinto que falta algo e fico muito incomodada quando não leio esses jornais. É, eu tenho problemas mentais... mas quem não os tem?

Esta semana, no Le Monde, li um pequeno artigo sobre outra cinquentona que merece ser muito mais lembrada e celebrada do que a cinquentona cidade onde vivo. Alguém lembrava que este mês a pílula anticoncepcional está completando 50 anos? Não? Nem eu, mas o Le Monde me lembrou.

O artigo tem um título bem sugestivo: LIBERDADE, SEGURANÇA E PREVISIBILIDADE. Essas três palavras descrevem bem o que a pílula representa, antes de qualquer outra coisa, para nós mulheres. Mas atualmente, como bem diz o artigo, ela é menos símbolo de liberdade e representa mais a segurança.

Hoje a gente a encontra com facilidade em qualquer esquina, mas na época em que a pílula surgiu (maio de 1960, nos EUA) não era bem assim. Naquela época, a contracepção oral simbolizou a liberação feminina. Atualmente, como o Le Monde nos lembra, o combate não é mais coletivo, sim individual.

Hoje em dia há aquelas que tomam pílula para evitar acne, outras pra controlar ciclos irregulares ou dolorosos, algumas por motivos de saúde como ovários policísticos... Todos motivos plausíveis. O que acho perigoso são aquelas que usam a pílula e isso vira desculpa pra não usar camisinha (não estou falando das casadas ou das que têm relacionamento estável, embora pra essas eu aconselhe, por experiência própria de ser corna, que elas e seus respectivos se submetam a teste de HIV no mínimo uma vez por ano). Mas eu conheço várias que tomam pílula e já que não podem engravidar, saem transando por aí sem camisinha, pois estão seguras. Helloooo!!!

Eu sei que eu não tenho nada de nenhum tipo, nem colesterol alto. Sou daquelas esquizofrênicas que fazem check-up geral de tudo no mínimo uma vez por ano, às vezes duas. Você sabe se a pessoa com quem você está fazendo sexo não tem nada de nenhum tipo? Não? Nem eu sei se a pessoa com quem faço sexo não tem nada, mas não tomo pílula e isso torna a situação “transar sem camisinha” algo extremamente raro e atípico na minha vida (embora não deveria nem ser raríssimo, e sim inexistente).

Pílula dá a liberdade de não engravidar... a segurança de apenas 1% de chance de uma gravidez indesejada... É símbolo da liberação feminina sim! Mas não deve ser usada como desculpa pra não usar camisinha. Pílula não dá segurança contra Aids, sífilis, hepatite, gonorréia, HPV e outras tantas doenças... ou já inventaram uma pílula que previne isso tudo e eu ainda não estou sabendo?

9 de mai de 2010

dia das mães

Há um ditado judaico que diz: Deus não pode estar em todos os lugares e por isso fez as mães.

Verdade... não existe outro ser humano que esteja mais próximo dos deuses. Ser mãe é assumir o dom da criação, da doação e do amor incondicional. É encarnar a divindade na Terra.

Que outro ser humano tem a capacidade de ouvir o silêncio, adivinhar sentimentos? Encontrar palavras certas em momentos incertos? Nos dar força quando tudo ao nosso redor está ruindo? E fazer tudo isso incondicionalmente, sem esperar nada em troca? Mães são seres que pegaram a sabedoria emprestada dos deuses para nos proteger e amparar.

MÃE: palavrinha pequena, diminuta, simples... porém com significado infinito, pois quer dizer amor, dedicação, renúncia a si própria, força e sabedoria.

Mães (a minha em particular): obrigada por termos vocês.