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28 de out de 2010

aborto

*o texto abaixo foi retirado DAQUI.


A intervenção religiosa nas diretrizes do Estado fere (entre outros direitos) a autonomia sobre o corpo, característica fundamental em uma democracia. Essas instituições reclamam para si maior representatividade no Congresso assumindo os dogmas de sua prática como infalível conduta, execrando as demais religiões (em especial as de origem Afro-Brasileiras) do debate.

É de extrema importância o reconhecimento do Aborto como constituinte das políticas públicas na Área da Saúde, não legalizar-lo é encobrir a morte de mulheres negras, pardas e pobres em situação vulnerável que arriscam suas vidas em clínicas clandestinas e ignoradas sob o estigma de “Malditas”. Quem possui recursos para tal, mantém a integridade física e reputação preservada.

Descriminalizar esta prática não ocasionaria mutirões abortivos por não se tratar de um processo simples e prever acompanhamento interdisciplinar. Enquanto aguardamos, centenas de mulheres engravidam na fila do SUS a espera de uma laqueadura.

Se uma mulher próxima a você (companheira, mãe ou irmã) apresentasse grandes chances de morrer no parto e houvesse a chance de optar pela vida do bebê ou a dela, quem escolheria?

Respeito é resguardar a autonomia, do contrário, não há qualquer opção de livre-arbítrio restando à mulher subjugar – se aos mandamentos religiosos e estatais regidos por patriarcas. E como se sabe; patriarcas não engravidam.

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*complemento o texto acima com uma postagem antiga escrita por mim: AQUI.