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16 de abr de 2012

política - sempre pode ser pior

Muita gente no DF está decepcionada com nosso queridíssimo governador Agnelo... eu não. Mesmo no contexto ridículo que foram as últimas eleições por aqui (Weslian Roriz diz alguma coisa?...rs...), não votei nele, como aliás não tenho votado no PT desde que vi a mesma coisa que acontece com a maioria acontecendo com o nosso ex-presidente e o partido (poder corrompe né...). A minha crença em políticos é praticamente NULA, mas nada que não possa ser piorado – e foi.

Acredito que um bom medidor do caráter, da confiabilidade e da credibilidade dos políticos repousa sobre as pessoas que o assessoram. Além de avaliarmos o parlamentar em si, deveríamos, também, avaliar quem o cerca, quem recebe os famosos cargos de confiança, os DAS’s.

Um político que distribui cargos utilizando-se do nepotismo é alguém crível? A maioria das pessoas responderia não, certo? Então refaço a pergunta: uma mulher que levanta a bandeira, entre outras, da defesa dos direitos das mulheres, mas dá um cargo de confiança a um homem com ficha na polícia, denunciado por agressão em um JUIZADO DE VIOLÊNCIA DOMÉSTICA E FAMILIAR CONTRA A MULHER, é crível? (confiram os processos nos quais um assessor da deputada é réu AQUI)

Acho que nós, mulheres, devemos lutar por mais espaço público e que deve haver cada vez mais mulheres nas esferas de poder, defendendo nossos direitos. Embora não tenha votado na Dilma, por acreditar que deve haver rotatividade de partidos no poder para um bom andamento da democracia no longo prazo (e por desacreditar no PT), votei em uma mulher nas últimas eleições, mesmo ela sendo do tal partido desacreditado. Hoje, me sinto enganada por alguém que deveria estar ali defendendo nossa classe, mas opta por entregar um cargo de confiança nas mãos de um machista da pior espécie, agressor com firma reconhecida em cartório. Ok, pode ser que ela não saiba disso, não conheça a biografia de quem trabalha com ela... e eu esteja fazendo um julgamento errôneo sobre seu caráter.

Faço uma sugestão de pauta aos jornais e revistas desse país: escolham alguns políticos, peguem seus discursos e programas de governo (aquilo que eles defendem publicamente) e depois investiguem seus assessores diretos... Óbvio que nenhum veículo de comunicação atenderá ou terá culhões para isso, mas a sugestão está dada.