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16 de ago de 2012

SP - review

“We’re not in Kansas anymore...” É a minha sensação todas as vezes que chego a São Paulo... Há anos! AMO aquele lugar, AMO aquela Babilônia! AMO sair do luxo e ir ao lixo em questão de metros. AMO, no mesmo dia, almoçar em um restaurante onde estão todos falando chinês e jantar em outro no qual todos estão falando inglês. AMO ser apenas uma anônima na multidão, cruzar com todas as tribos possíveis e imagináveis na mesma avenida durante uma caminhada até a estação do metrô.

Dessa vez, não fui a passeio e, portanto, não curti nenhuma balada até altas horas. Ter que acordar cedo para correr atrás de coisas dá nisso e acaba matando outra parte da cidade que AMO: a vida noturna. Mesmo assim, consegui curtir a metrópole.



Programas diurnos obrigatórios que sempre faço – e arranjei tempo para fazer:
LIBERDADE – cheguei lá domingo, então por que não ir curtir a feirinha que rola aos domingos, visitar os mercadinhos japoneses (e comprar!), visitar o Jardim Oriental? Nos intervalos, almoçar em um restaurante no qual eu era a única pessoa falando português nas mesas – não sei nem o nome do lugar, estava em chinês (por sinal, os itens mais caros do cardápio estavam escritos somente em chinês e não faço idéia do que sejam...).

25 DE MARÇO – dá nervoso andar ali, dá vontade de pegar uma metralhadora e atirar em todo mundo pra ver se diminui o fluxo de pessoas e os gritos dos camelôs... mas adoro bater perna, mesmo que não compre nada (só que é impossível não comprar nada!).

MERCADO MUNICIPAL – sanduíche de mortadela épico que eu nem como porque não gosto de mortadela, mas que dá gosto assistir as pessoas comendo felizes. E eu sempre compro alguma especiaria que é difícil achar por aqui e saio experimentando todos os queijos de todas as bancas que vendem queijos (eles colocam queijos cortados para degustação).

Programa gastronômico que sempre faço: comida italiana. Dessa vez os testes foram feitos em 2 lugares que eu não conhecia:
PIZZA NA MÃO – lugar charmoso, lotado de gringos falando inglês, proposta interessante (não tem talher – é pizza na mão mesmo!). Apesar da localização, não é absurdamente caro. Bruschetas deliciosas – em particular, as de cogumelos frescos me conquistaram. Pizza que honra as calças (é, em SP a pizza tem que ser boa!) e pode ser pedida em 4 sabores diferentes. Jantar agradável, degustando um vinho para acompanhar. Minha metade da conta deu R$ 68 – paguei feliz e é um lugar que voltarei.

BRASILIANI – cantina italiana que simplesmente amei! Almoço super econômico e delicioso! Talharim ao molho napolitano, baby beef, refrigerante e café expresso. A massa é artesanal, o molho é caseiro, o parmesão é de verdade, a carne é baby beef mesmo, o tempero é na medida certa, o café é italiano forte... tudo uma delícia! Entrei porque achei o lugar bem tradicional e aconchegante e saí feliz! O almoço executivo inclui a massa com molho a escolha, uma carne a escolha, uma bebida (no meu caso, escolhi veneno, oops, coca-cola) e uma sobremesa ou café. O preço: R$ 20,80. Super recomendo!

Programas noturnos que sempre faço quando não posso curtir balada pesada:

O’MALLEY’S – pub irlandês que acho uma delícia. Dessa vez, no dia que eu fui tinha show de blues e promoção de Guinness (fiquei duplamente muito feliz!). Gente bonita sempre, muitos gringos sempre. A comida, dos petiscos aos pratos principais, não é cara e nunca me decepcionou. Dessa vez resolvi experimentar o James Joyce - fraldinha ensopada temperada com cerveja e purê com alho. Estava uma delícia, carne especialmente macia e bem temperada (e eu sou a pessoa mais chata e fresca da face da Terra no que diz respeito a carnes...). Recomendo, volto sempre, continuarei voltando.

KHAN EL KHALILI – O site é um espelho do local: decadência. A Casa da Arte da Dança do Ventre devia se chamar A Casa da Arte do Engodo. Só uma coisa me fez feliz no dia em que fui lá: as bailarinas (Mahaila e Priscila estavam especialmente inspiradas e lindas, Nevenka estava especialmente uma delícia de assistir). De resto, a sensação é a de estar em um local decadente, largado, comprando gato por lebre. Fiação aparente, almofadas velhas, pinturas nas paredes desgastadas e envelhecidas sem nenhum cuidado. A falta de vergonha na cara: cobrar R$ 61 e servir salgadinhos ridículos, daqueles de padaria vagabunda do mais baixo nível. Meu conselho: FUJA! Ou vá apenas ao Harém em um domingo, pague menos e assista apenas as danças. O senhor Jorge Sabongi devia ter vergonha de cobrar aquele preço por aqueles produtos ridículos que serve – no entanto, devemos bater palmas: o cara é um ótimo marqueteiro (porém, deveria se envergonhar de cobrar qualidade de suas bailarinas e deveria, ele próprio, se auto cobrar qualidade nos serviços e produtos que oferece aos clientes).