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5 de abr de 2013

em 1989...

Fã de Cazuza e fim. Acho até que teríamos sido grandes amigos e nos encontrado ali no Baixo Leblon de madrugada muitas e muitas vezes. Mas esse não é o assunto desse post.

Baixei o Especial: Prova de Amor, de 1989, e fiquei pensando. Eu era muito novinha, mas me lembro do show inteiro, de ver na TV... mas para mim, naquela época, eram apenas pessoas emocionadas com as músicas bonitas (lado positivo: que bom que, apesar da inocência e de não entender nem as letras e nem o porquê de as pessoas estarem emocionadas, já achava as músicas do Cazuza bonitas né).

 


Em 1989 eu...

Treinava vôlei em 3 lugares diferentes, de segunda a sexta-feira. Aos finais de semana, ia jogar em algum clube (na areia!), ou assistir a algum jogo (na TV e fora dela!). Caminhava até o Pontão para assistir vôlei de praia e voltava caminhando, empolgada.

Era virgem, daquelas meninas assustadas que têm medo até de beijar na boca e nutrem uma paixonite (platônica, obviamente!) pelo garoto mais velho do colégio. Uma boba que tinha vergonha dos seios crescendo e usava camisetas largas para disfarçar.

Assistia Curtindo a Vida Adoidado e torcia sempre pelo Ferris, em todas as vezes que o filme passava na Sessão da Tarde. Mais do que isso: planejava ser como o Ferris e, algumas vezes, como o Cameron, para tocar o foda-se apenas no final.

Via o Pedro Bial em Berlim, ao vivo, durante a queda do Muro e queria ser jornalista para ser como ele... sem imaginar que um dia ele trocaria a vida de correspondente internacional para virar apresentador do BBB.

Assistia ao debate Collor x Lula na TV, depois via todos comemorando a derrota de Lula... sem imaginar que Collor cairia logo após e, alguns anos mais tarde, Lula seria reeleito. Ignorava que o poder corrompe e que nenhum deles faria, de fato, o que defendia antes de ser eleito.



Hoje? Nunca fui mais diferente de tudo aquilo que um dia fui e, ao mesmo tempo, tão igual.