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6 de ago de 2013

deseducação e carapuças

Dia: segunda-feira.
Horário: 20:45
Local: alguma entrequadra comercial da Asa Sul, na Capital do Brasil.    
                 
Precisei ir correndo à farmácia, estacionei em frente a ela. A comercial estava vazia, com muitas vagas livres (exceto aquelas em frente à farmácia). Um cenário no qual eu, pessoa saudável cujas pernas funcionam perfeitamente, caso não encontrasse aquela vaga exatamente em frente à farmácia, teria estacionado um pouco abaixo e andado alguns poucos metros.

Ao sair da farmácia, havia um carro fechando o meu, estacionado em fila dupla. Buzinei até a motorista, que também era saudável e cujas pernas também funcionavam perfeitamente, aparecer para retirá-lo. Quando essa senhora apareceu, eu disse a ela em tom de voz normal: “você não precisava ter fechado o meu carro, podia ter estacionado em uma vaga já que a comercial está vazia”.

Para quê?

A louca começou a gritar comigo, indignada, com olhar de ódio. “Jura? JURA MESMO? Eu vim correndo tirar o meu carro para te atender” blábláblá “Não tinha vagas na hora que eu cheguei” blábláblá e, em vez de tirar o carro e estacioná-lo em uma vaga de uma comercial na qual mais da metade das vagas estava livre (eu chutaria que uns 2/3 das vagas estavam livres), a ‘aleijadinha’ o parou um pouco à frente, fechando outro carro em fila dupla. E desceu do carro gritando em minha direção.

Oi? Você está me fazendo um favor ao vir retirar seu carro, estacionado de forma irregular, em uma quadra comercial cheia de vagas vazias? Eu estou errada em te dizer que você podia estacionar em uma vaga? HELLOOOO!!! Que inversão de valores é essa? Você DEVE estacionar em uma vaga vazia, principalmente havendo várias delas disponíveis a poucos metros.

Eu, boa pessoa, gritei de volta. “Tomara que você vire aleijada de verdade, sua filha da puta mal educada do caralho!!!”. Juro: só não estacionei o carro de novo e não fui enfiar a mão na cara dela (ou quebrar suas pernas) porque tenho o mínimo de sanidade mental para convivência em sociedade. E só não tirei fotos dela ou do carro porque estava sem celular (sabe sair correndo para comprar um remédio sem levar nada além de carteira de motorista, cartão e chave do carro?).

Como não sou politicamente correta...

Desejo, do fundo do coração, que estas pessoas ‘aleijadinhas’ percam a funcionalidade de suas pernas e não consigam mais, verdadeiramente, andar alguns poucos metros.

Sim, desejo que os ‘aleijadinhos’ da capital tornem-se ‘aleijados’ de verdade para ver como é ruim não ter a capacidade de andar poucos metros com as próprias pernas. Todos eles, inclusive aqueles que estacionam nas vagas de deficientes. Se agem como se deficientes fossem, deveriam virar deficientes para ver se é bom.

Ah, também desejo que em vez de encontrar com alguém que vai apenas gritar de volta, encontrem com alguém que quebre suas pernas e os coloque para andar de muletas.



NOTA: O carro era uma Tucson prateada e essa senhora deve estar agora reclamando que alguma fedelha teve a petulância de questionar porque ela não estacionou em uma vaga vazia em vez de fechar o carro alheio (saí correndo de tênis, short jeans, camiseta e cabelo preso... eu estava parecendo uma fedelha...rs...).




Carapuça quando serve se esparrama pelo chão... a menina quando chora mete a mão no Muay Thai...


Significa... 

Assista ao vídeo abaixo e, depois, leia os comentários. Impressionante como as carapuças confirmam a tese. E sim, desejo esse destino para os ‘aleijadinhos’ que deseducam seus filhos (aqueles mesmos que, futuramente, não respeitarão ninguém e colocarão fogo em índio). Mas como tenho um mínimo de civilidade, descarrego esse desejo ruim treinando.