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1 de set de 2013

fim do mundo

O fim do mundo, ao menos como o conhecemos, chegará. Que não demore! E leve junto a raça humana, essa experiência que, definitivamente, deu errado.

Será que HD’s (externos ou não), pen drives e cds durarão tanto tempo quanto escritos em pedra, papiros, etc? Será que os livros sobreviverão um pouco mais?

Penso que, por gostar de livros, do papel, daquele cheiro que adquirem quando envelhecem... Ou, talvez, por gostar de fazer anotações e marcar trechos nos livros (exceto os de literatura)... Não sei ao certo. Posso estar, inconscientemente, ajudando a salvar alguma história da nossa civilização. Quem sabe os livros não sobrevivem um pouco mais do que os dvd’s? Não sei... Na dúvida, fico com os livros, os de papel.

Não abro mão do computador... inclusive aprendo muito por meio, direto e/ou indireto, dele. É uma fonte de conhecimento – após o advento da internet – inesgotável. Apenas acho que nossa civilização está abandonando demais outras fontes, outras bebidas, outras vivências. A Matrix, nos meus tempos de Comunicação, chamava-se simulacro, Baudrillard o seu regente, acompanhado por muitos. Cá estamos, cada vez mais vivendo (n)esse simulacro, (n)essa realidade virtual... Muitas vezes, tão real (ou mais!), do que a real.

Pronome demonstrativo e o indicativo de interioridade usados de forma correta, a depender do personagem. Ficarei preocupada comigo quando estiver vivendo NESSE simulacro... Embora já me assuste em vivê-lo.

Fotos impressas durarão mais do que as digitais?

Às vezes, apenas acho que sou muito purista. Ou tento me manter o sendo... ainda que somente um pouco. Às vezes, penso que se nossa civilização acabar e essa nossa espécie se extinguir... não teremos registros contemporâneos que resistam ao tempo. Será como se nunca tivéssemos existido.


Pensando por outro lado... talvez seja melhor que a próxima civilização a habitar esse planeta não tenha acesso às cretinices e às fugas da casinha que a humanidade cometeu nos últimos séculos de sua história. Talvez seja melhor que tudo recomece como se nunca tivéssemos existido.

Algumas coisas, entretanto, deveriam ser preservadas.