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18 de out de 2013

coisas desagradáveis

Aqui nós temos algumas pessoas, sentadas juntas, em uma mesa de bar. Encontraram-se para tomar uma cerveja e bater papo. Talvez almoçar ou jantar juntas.


O problema é que elas estão batendo papo, de cabeça baixa, via celular. Whatsapp, redes sociais... não importa. Elas se encontram com outras pessoas para ignorá-las.


Pessoalmente, acho isso bastante desagradável. Por que eu sairia de casa para encontrar alguém, se ficarei o tempo todo conectada? Fico logo confortável em casa, descalça. Ainda economizo dinheiro, gasolina e tempo de deslocamento.

Não me levem a mal. Adoro o desenvolvimento tecnológico. Não tenho nenhuma saudade da época na qual enviávamos cartas ou consultávamos a Barsa. Não tenho nostalgia alguma quanto aos telefones serem somente fixos ou precisar ficar na fila de orelhão para pedir um taxi após uma festa. Muito menos tenho saudade de esperar revelar um filme para saber como ficaria a foto. Acho sensacional poder acompanhar notícias em tempo real, manter contato rápido e fácil com os amigos que estão em outras cidades, países, continentes.

A geração tablet não sabe o que é ter internet discada e apenas um computador (enorme!) em casa: já nasceu com wifi! A internet e a mobilidade revolucionaram a comunicação. Minha opinião é que a mudança ainda não ocorreu e estamos vivenciando um período de transição. Não sei como será a comunicação, em seus mais diversos níveis, no futuro. Temos indícios. Eu diria que uma coisa é certa: a mobilidade é um caminho sem volta e tende a aprofundar-se.

Não sei que reflexos sociais essas mudanças podem ter nos relacionamentos entre as pessoas. Temos indícios. Um deles é que muitas pessoas estão fazendo uso excessivo da internet, das tecnologias de comunicação em geral. Será que esse uso excessivo não estaria as afastando, ao invés de aproximá-las? Questiono isso toda vez que vejo alguma reportagem como ESSA. Basicamente, a reportagem diz que Brasilia não é acolhedora, é difícil conhecer pessoas, mimimi, blábláblá. O que eu responderia a essa reportagem? Responderam por mim, AQUI.

Ainda não tive problemas para conhecer pessoas, seja aqui na capital ou em outras cidades. Basta estar disposta, dar bom dia, puxar conversa. Também há dias de indisposição, nos quais fico em casa ou, se saio, coloco fone de ouvido e óculos escuro para ninguém puxar papo. A escolha, bem ou mal, é minha. De repente, esse pessoal que reclama da dificuldade de conhecer gente está escolhendo errado.

Exemplos de escolhas erradas para solteiros não faltam. Entre elas, eu colocaria o uso excessivo da internet, do whatsapp, enfim, uso excessivo da tecnologia. Por quê? Colega, se você vai para um bar e fica de cabeça baixa, mexendo no celular, em vez de conversar com quem está na sua própria mesa... Quer conhecer gente como, se você sequer presta atenção ao entorno ou mostra-se aberto a aproximações? Colega, se você fica mais em casa, jogando videogame ou conectado, do que sai... Boa sorte aí conhecendo gente online! Depois vocês reclamam que não conhecem pessoas? Que os outros são muito fechados? Aham, senta lá!

Esse breve texto era apenas para desabafar o quanto acho desagradáveis essas pessoas que ficam a maior parte do tempo de cabeça baixa, ao celular... Mas já que descambou para escolhas erradas dos solteiros, façamos uma pequena observação. Colega, estar solteiro não é motivo para ser infeliz. De repente, você está gastando mais tempo se preocupando por estar solteiro, do que gasta curtindo a vida. De repente, você está tão preocupado em achar um par, que deixa de conhecer um monte de pessoas bacanas, de ganhar novos amigos.


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