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17 de abr de 2014

hannibal

Admito: comecei a assistir a 1ª temporada de Hannibal por curiosidade, preparada para me decepcionar... Quebrei a cara. Já passamos da metade da 2ª temporada e a decepção ainda não veio. Por sinal, essa 2ª temporada é explosiva e já mostrou a que veio logo em seu 1º episódio: um flash foward tenso, uma briga de facas entre Lecter e Jack Crawford... e volta-se para 12 semanas antes, ao ponto no qual a 1ª temporada terminou. 

Não sei porque essa série parece ser pouco falada e assistida por aqui. Já vimos os personagens em filmes, mas eles são recriados na série e estabelecidos como únicos por seus intérpretes. A atuação é acentuada pela estética e pela fotografia distintas, pela trilha sonora, pelo roteiro, pela violência gráfica. Há densidade psicológica dos personagens, horror real, surpresas e, ao mesmo tempo, não há correspondência com a realidade. Hannibal não é divertida, mas entretêm e absorve o espectador para o universo mostrado.

Definitivamente, essa série não é apenas um subproduto da franquia do cinema e conseguiu ter originalidade, seguir um caminho inesperado.


 



 “Introduzir um serial killer na TV aberta era uma proposta ousada, ainda mais quando o assassino em questão é Hannibal Lecter, imortalizado por Anthony Hopkins na trilogia cinematográfica. Hannibal não só propôs o retorno do psicopata criado por Thomas Harris, mas entregou grandes promessas com destreza e de forma sutil, mostrando que séries criminais não precisam ser procedimentais para funcionar. 

A trama de Hannibal mostra o psiquiatra antes do cárcere, ajudando o FBI a resolver alguns crimes. Mais importante que isso, no entanto, acompanhamos de perto a peculiar relação entre Hannibal Lecter (Mads Mikkelsen) e Will Graham (Hugh Dancy) como médico e paciente, cientista e experimento, colegas de trabalho e amigos. É o relacionamento entre os dois que faz com que a série se destaque entre tantas outras, os desenvolvimentos em suas personalidades e nas interações com o restante da equipe do FBI. 

Co-escrito por Harris e Bryan Fuller, idealizador da série, o ótimo roteiro nunca deixa a desejar. Ao introduzir uma série que incita a presença da fórmula "um crime e sua solução por episódio", a atenção do público estadunidense, que acostumou-se ao formato, está capturada. A partir daí é gradativa a mudança de foco, até que nos percebemos não mais interessados na originalidade dos crimes macabros, mas na delicada manipulação de Hannibal em todas as situações a sua volta. 

(...) Hannibal funciona como um todo, um grande filme com 13 horas de duração, pois ao nos oferecer uma pista, é necessário tempo para que sua recompensa seja alcançada.” 

A crítica acima não é de minha autoria e pode ser lida na íntegra AQUI.