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11 de mai de 2014

perdas e danos

Dificilmente tomo decisões que envolvam perdas e que possam me causar danos sem pensá-las antes, sem pesar prós e contras. Isso não significa, entretanto, que eventualmente eu não venha a me arrepender de uma decisão tomada. Isso também não significa que a decisão seja sempre a certa: apenas que estou preparada para conviver com as erradas e enfrentar as conseqüências delas.

O FODA-SE é isso e, nem sempre, vem desacompanhado de reflexões, questionamentos. Ignorei danos que poderia causar, ao abraçar minhas perdas? Ainda em luto, #xatiada. É sempre necessário mudar, mas eu não estava preparada para algumas mudanças. Em que tipo de tratamento se retira, bruscamente e sem aviso prévio, a tarja preta das pessoas? Sem tatame, com insônia. Nem a melatonina está resolvendo – ao contrário, me dá raiva olhar para ela. 


 


Talvez sejam só esses hormônios loucos à flor de pele como nunca estiveram antes... mentira, já estiveram. Detesto carne e a desejava sangrando... agora quero explodir o mundo – e que a carne que desejo vá junto com ele. Onde já se viu detestar carnes em geral, e ter vontade de comê-las? Cadê a camisa de força?

Mais de um mês de renúncia involuntária, somado a duas semanas de renúncia voluntária. E são as coisas boas que me fazem ter saudades, questionar escolhas. A necessidade de mudança vem da consciência de algo que se tenta sustentar e que já não serve mais, como um ritual ineficaz, que teima se repetir desnecessariamente. Revisão de conceitos – e é justamente daí que vem a transformação.

Mudanças não são garantias de que algo dará certo ou será bom. A incerteza de sucesso deveria ceder ao medo? Experimentar novas estratégias, sem medo, vem da necessidade de transformação que dá origem a um novo lugar... que nos leva a um novo estar. E nada impede que o novo estar, o novo ser, não seja para sempre. Nada é. A eternidade é uma mentira.

Não sou. Estou. Posso voltar a ser ou não. E, talvez, jamais tenha sido.