Páginas

28 de jun de 2014

Na torcida (metáforas)

Logo mais a seleção entra em campo contra o Chile, nas oitavas de final. Ainda não se sabe qual o resultado, mas já sabem qual minha torcida. Sem revanche contra o Anderson – de uma forma ou de outra, (seja qual for o motivo, a depender da interpretação de cada teoria conspiratória diferente), mereceu perder. Torço pelo Lyoto mesmo – é um lutador que admiro.

Era o que eu pensava enquanto pintava minhas unhas de verde. Estou na torcida pelo Brasil sim – não pela seleção. Faço eu minhas próprias unhas. Gosto. Acho terapêutico. Um sinal de que não estou bem? Passar mais de 2 dias com as unhas largadas de qualquer jeito – não consigo. Me dá tanta agonia quanto outras pessoas mexendo nas minhas unhas (mais um motivo para eu mesma arrancar bifes meus).

Chatice isso. Parece que, por ser brasileira, tenho obrigação de estar torcendo pelo Brasil e vibrando com os avanços da seleção. É compulsório vibrar com uma seleção na qual não acredito? (nem como time eu acredito gente...) Coisa mais falsa. Pois que perca – logo mais ou nas quartas. Por mais que eu goste da desculpa para encontrar amigos... Gosto mais do país – e o Brasil não merece esse campeonato, não neste momento.

Ainda assim, pintei as unhas de verde. Verde! Eu, que estou quase sempre com unhas vermelhas... Sinal de que estou torcendo por um atleta brasileiro sim. Um que eu admiro por diversos motivos diferentes, enquanto lutador e indivíduo (e se o tema fosse MMA ou artes marciais, me alongaria nas explanações... mas estamos em Copa!). Não gosto de assistir futebol nem como espectadora. Chato. Enfadonho. Prefiro patinação artística (no gelo), campeonatos e demonstrações de lutas, danças de variados estilos... vôlei... até campeonato de pôquer! 


Motivos pra torcer pelo Brasil? Lyoto. E posso falar uma opinião minha – pessoal e intransferível? No dia em que ele, de fato, incorporar o Mr. Miyagi... aí a porra fica séria! Aprendi a nunca, jamais, em hipótese alguma, subestimar um japa. Em nada. Historicamente, nem um americano. E, infelizmente, sempre um brasileiro. Então façamos nossas apostas.

A mezzo-alemã mezzo-brasileira, porém com alma italiana, (eu!), resolveu checar o Google – achei que era um pouco mais confiável do que o coleguinha que falou da luta no último jogo. Não era só em julho? É, só semana que vem... #xatiada Tudo bem. Justifico minhas unhas verdes, aos outros, dizendo que estou torcendo pelo Brasil. Afinal, de uma forma ou de outra, estou mesmo.



That’s all folks. Chega dessas metáforas do dia proporcionadas pela Copa.




NOTA: No dia 16 de junho, houve o começo involuntário de uma nova série – com número indefinido de textos. Dessa vez, o assunto é futebol (sem, necessariamente, estar falando sobre futebol). São as metáforas do dia proporcionadas pela Copa – acabarão junto com a Copa (ou antes...). Sem pretensão de escrever os melhores textos sobre a Copa - são apenas os meus textos sobre a Copa. O primeiro foi ESSE.